Antes de mais nada, peço desculpas a todos pelo longo tempo afastado. O motivo? Justamente o tema desta postagem: o trabalho que venho desenvolvendo aqui no projeto. Trabalho este que nas últimas semanas não tem me deixado folga para escrever no blog.
O expediente começa às 6 da manhã para o pessoal de campo e às 7 horas para o pessoal do escritório. Para o almoço, que é feito na Staff House I, temos um intervalo de 2 horas, das 11:30 às 13:30 e depois voltamos para a obra, onde oficialmente deveríamos ficar até 18h, mas quase nunca voltamos antes das 20h. Só dá tempo de jantar, falar um pouco no Skype e dormir para reiniciar a rotina, acordando no outro dias às 6 da matina.
O trajeto entre a casa e o canteiro de obras é de aproximadamente 9km, feitos entre 10 a 15 minutos, dependendo do motorista e da pressa. A única certeza é a emoção no meio do caminho. Não há um dia sem uma grande barbeiragem, uma cortada, um carro andando na contramão (mesmo na estrada), carros ultrapassando na curva ou pedestres que não olham para atravessar a rua ou que não tem a mínima noção de tempo x espaço. Nesse período que estou aqui já presenciei uns 5 acidentes nesse trajeto e acho que isso é um verdadeiro milagre!!
O expediente começa às 6 da manhã para o pessoal de campo e às 7 horas para o pessoal do escritório. Para o almoço, que é feito na Staff House I, temos um intervalo de 2 horas, das 11:30 às 13:30 e depois voltamos para a obra, onde oficialmente deveríamos ficar até 18h, mas quase nunca voltamos antes das 20h. Só dá tempo de jantar, falar um pouco no Skype e dormir para reiniciar a rotina, acordando no outro dias às 6 da matina.
O trajeto entre a casa e o canteiro de obras é de aproximadamente 9km, feitos entre 10 a 15 minutos, dependendo do motorista e da pressa. A única certeza é a emoção no meio do caminho. Não há um dia sem uma grande barbeiragem, uma cortada, um carro andando na contramão (mesmo na estrada), carros ultrapassando na curva ou pedestres que não olham para atravessar a rua ou que não tem a mínima noção de tempo x espaço. Nesse período que estou aqui já presenciei uns 5 acidentes nesse trajeto e acho que isso é um verdadeiro milagre!!
Trajeto entre a Staff House e a obra: repleto de emoções!
Há um Diretor do Contrato e 4 Gerências: Comercial, Administrativo-Financeira, Construção e Engenharia. Trabalho na Gerência de Engenharia, com a responsabilidade do planejamento e acompanhamento dos serviços executados. Uma tarefa bastante difícil, uma vez que cheguei com a obra em andamento, na verdade já bem próxima do seu fim (assim espero...).
Minha mesa e a sala que divido com 2 engenheiros portugueses
A intenção é colocar parte do porto em operação agora no mês de dezembro e concluí-lo totalmente em julho de 2009. Tarefa para uma turma multinacional e multirracial de mais de 1.200 trabalhadores, vindos das mais diferentes partes do mundo.
Composição da mão-de-obra direta e indireta do projeto: isso sim é globalização!
Seguem algumas fotos mostrando parte das obras em construção:
2001: Obra de Itiquira (MT) pela Inepar. Essa camisa já virou tradicional nas minhas fotos de obra, hehe.
Cravação de estacas no cais (Quay): as estacas são tubos de aço com comprimento variável (normalmente maiores que 50m) que são cravadas no fundo do mar por um bate-estacas (hammer). À esquerda, boiando no mar, mais uma estaca trazida de barco até ali e esperando pra ser cravada.
Outro ângulo: nessa foto pode-se ver o guindaste segurando o hammer, tudo isso feito em cima de uma plataforma denominada cantitraveler. Pode-se ver também as linhas de estaca já cravadas (são 175 linhas transversais de 4 estacas), os tirantes entre as estacas e a preparação para o concreto de segundo estágio, que é feito em duas etapas...
... Na primeira etapa são lançados elementos pré-moldados longitudinais que apóiam-se nesses suportes metálicos provisórios (onde estão os trabalhadores na foto) e que são amarrados e concretados junto com a cabeça da estaca...
...Após a concretagem da primeira etapa, apóiam-se nos primeiros elementos os pré-moldados da segunda etapa, estes transversais...
Após a segunda etapa do concreto de segundo estágio, é feito o concreto de terceiro estágio para colocação dos trilhos por onde correrão os guindastes definitivos do porto
Anodos que são soldados às estacas para proteção contra corrosão
Toda a área do Sea Yard (local onde serão depositados os containers) passa por um pré-carregamento durante 48 horas feito com esse aterro (preload) de 8 metros de altura...
Vista de cima do preload para as camadas iniciais de rocha e o filtro de geotêxtil que evita que os materiais finos (terra e areia) escorram pelo meio das rochas
A etapa final da pavimentação é a colocação desses blocos intertravados de concreto (interlock blocks)...
Vigas por onde vão rodar os guindastes sobre pneus pra movimentação dos containers. Aqui chamamos de RTG (Rubber Tired Gantry) Beams
Reefer towers: estruturas metálicas usadas para alimentar de energia os containers refrigerados
Workshop Building: prédio onde ficará toda a operação do porto. Cravação das estacas metálicas usadas na fundação
Nem sempre a turma acerta nas traduções. Valeu a boa intenção, rs...
Subestação 1: alimenta os principais prédios (Workshop e Amenities) e parte da iluminação do Sea Yard
Subestação 3: alimenta os Reefer Towers. Detalhe: o peão djiboutiano da direita não trabalha com o colete amarelo no rosto... é que ele pensou que eu era algum tipo de fiscal e tratou de vestir rapidinho e "discretamente" o colete
Filme com a vista geral da obra, em frente aos escritórios do canteiro. Ao fundo, o alerta sonoro de detonação, que como sempre toca às 11:30, é quase como um sinal de recreio, hehe...

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